sexta-feira, 31 de julho de 2009

ARTIGOS

INTERPRISÕES GRUPOCÁRMICAS

Você já se perguntou porque no seu grupo de relacionamentos existem pessoas que é difícil a convivência?
Muitas vezes é um filho que não conseguimos manter uma relação harmoniosa. Outras vezes é o marido, ou esposa praticamente estranhos um ao outro. O patrão difícil, o colega de trabalho que parece estar sempre querendo nos passar a perna; o amigo que não é tão amigo e assim vai se prolongando a lista de dificuldades que temos que enfrentar nos nossos relacionamentos diários.
Na Conscienciologia há uma pesquisa específica para essas ocorrências: a Holocarmalogia, que estuda o holocarma, ou seja, a reunião dos três tipos de ações e reações conscienciais: o egocarma (estritamente pessoal), o grupocarma (ligado às pessoas mais próximas à você na família, no trabalho e no círculo de amizades) e o policarma (vivência mais ampla dentro da megafraternidade), tudo dentro do princípio da causa e efeito.
Todas as nossas ações geram reações que podem se refletir em muitas vidas. Quanto mais nos relacionamos com determinada pessoa, maior o vínculo energético que formamos com ela, de uma maneira pró-evolutiva ou anti-evolutiva.
Se a minha relação é de disputa, inveja, intriga, infidelidade, traição etc. prejudicando o processo evolutivo do outro, eu me aprisiono energeticamente a ele até que eu consiga reverter o dano causado, seja na vida atual ou nas próximas. Isto é interprisão grupocármica.
Essas interprisões acontecem pela imaturidade consciencial que coloca as emoções desencadeadas pelo egoísmo e o orgulho acima do discernimento e análise do melhor para todos. Pela infantilidade consciencial, queremos que tudo sempre conspire a nosso favor em primeiro lugar e muitas vezes essa postura leva a condutas enganosas e desonestas. Enganosas porque os erros desta vida não se apagam como que por milagre na morte! Na realidade nunca morremos, somos consciências imortais; somente o corpo físico morre. O que somos e fizermos aqui retorna conosco nas próximas vidas, melhorando ou tornando quase insuportáveis determinados relacionamentos.
É inteligente, evolutivamente falando, analisarmos nossos relacionamentos, enxergando-os de uma outra maneira, entendendo que cada um é responsável pelo seu processo evolutivo; de nada adianta transferir a sua responsabilidade para o outro: “Se ele mudar a maneira de me tratar, eu também mudo!”
As mudanças devem acontecer em nós e refletir-se nos outros! O autoquestionamento constante e sadio nos vai apontando os erros e nos ajudando a superá-los: “Não consigo me entender com o João; tudo o que eu falo ele acha que é perseguição!”
Questionamentos importantes: Porque será que o João não consegue me entender? Será que eu quero que ele veja a situação do mesmo ponto de vista que eu? Será que a energia que eu emano durante a conversa é confiável, serena e amorosa? Eu consigo entender que o João tem suas dificuldades, dúvidas e desejos próprios? Eu parei e tentei entender o que o João realmente pensa? Será que é mesmo tão importante que o João me entenda? E eu, entendo que o João é dono da sua própria evolução, portanto deve aprender com seus erros e acertos?
Esses e outros aspectos vão despertando em nós mudanças favoráveis que nos levarão a reconciliações importantíssimas nesta existência.
Desapegar-se da opinião alheia; não esperar reconhecimento; perdoar por entender que as pessoas são como são porque ainda estão aprendendo, livrando-se de quaisquer tipos de expectativas por parte dos outros; procurar em todos os contextos falar e fazer o melhor para todos, com vontade e otimismo, sendo fulcro de esclarecimento e alegria por onde passa: são posturas que já temos condição de ter para começar a resolver muitas das nossas interprisões grupocármicas. Vale muito a pena tentar!


Virginia Sibon, é pesquisadora da Conscienciologia e coordenadora de cursos do Colegiado Técnico Científico da ASSIPEC - Associação Internacional de Pesquisas da Conscienciologia – telefone: 4521-8541 Jundiaí (SP).
email: assipec@assipec.com.br e site: www.assipec.com.br.

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